Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

Ferramentas Pessoais

Navegação

Você está aqui: Página Inicial / Posts / Bem, mal e Ente Supremo

Bem, mal e Ente Supremo

"O Deus que descobrimos dentro e fora de nós está além do bem e do mal, do certo e do errado, e, ao mesmo tempo, é a causa geradora de tudo, inclusive daquilo que impropriamente se classifica como certo ou errado. No processo de evolução do universo, ser bom ou mal é questão de estar inserido num processo evolutivo em determinado tempo e lugar..."

"O Ente Supremo ao qual tributamos o mais elevado respeito e do qual temos algum conhecimento é, para nós, uma consciência dinâmica, que engloba em si mesmo a força propulsora da evolução universal e a dinâmica geradora e mantenedora da vida. Para os capelinos de nossa época, essa consciência dinâmica não poderá jamais ser comparada ou representada por forças humanas, pois seu impulso diretor é observado em toda a criação, que atesta a existência de uma Vontade, orientada por objetivos bem definidos. Enquanto Deus, em suas religiões, é comparado somente ao bem, para nós, os capelinos, bem e mal são faces da mesma moeda. A trajetória terrena preferiu inventar a figura do demônio para justificar as sombras, o mal aparente, o contraste. Para nós, entretanto, existe somente uma realidade, e esta se manifesta de acordo com a capacidade de percepção da criatura.

Deus para nós, não pode ser unilateral, e a compreensão de sua consciência, com o intuito de ser universal, há de ser mais abrangente. Assim como o preto é oposto do branco, e as sombras, o oposto da luz, há de existir muito mais por trás da vida do que simplesmente o bem e o mal, tal como vocês na Terra concebem. Portanto, ser perfeito não é questão de ser bom ou mal, equilibrado ou desequilibrado, mas conviver em paz com essa diversividade; é compreender a harmonia da criação, a harmonia dos opostos, respeitando a função dos contrários. A vida só progride com a percepção dos conflitos, do antagônico. O nosso conceito de Deus está intimamente ligado ao porquê de nossa existência. Desse modo, para nós, capelinos, é impossível conceber a luz sem o contraste da sombra, sem compreender que existe a noite. Sem as diversas alternativas do ser e do existir, sem o fator divergente, ainda não há como apreciar a manhã sem saber que existe a tarde. Sem as diversas alternativas do ser e do existir, sem o fator divergente, ainda não há como conhecer a vida e sua fonte geradora.

Conceber e compreender a vida, a nossa existência, é algo que está além da razão, do raciocínio. A existência do universo, dos seres criados, da própria criação está muito além da capacidade de compreensão humana, do raciocínio dos seres criados. Tudo isso foge, transcende a imaginação humana. O poder da consciência do Ente Supremo existe para conceber, planejar, coordenar e mediar as transformações, que se tornam acessíveis apenas mediante o processo evolutivo, ao longo das eras. O Deus que descobrimos dentro e fora de nós está além do bem e do mal, do certo e do errado, e, ao mesmo tempo, é a causa geradora de tudo, inclusive daquilo que impropriamente se classifica como certo ou errado. No processo de evolução do universo, ser bom ou mal é questão de estar inserido num processo evolutivo em determinado tempo e lugar. Em algum planeta, num recando obscuro do universo, algo pode ser considerado bom, enquanto, em outro local, a mesma coisa poderá ser considerada má, de acordo com a conjuntura e os conceitos de cada povo ou civilização. Isso acontece mesmo entre as diferentes culturas da Terra."

Fragmento do livro "Crepúsculo dos deuses "
escrito por Ângelo Inácio e
psicografado por Robson Pineheiro

Ações do documento

registrado em: ,
Passagens

"Tudo o que somos é resultado daquilo que pensamos."

Buda

:-:-:-:-:-:

 

"Se toda imperfeição é fonte de sofrimento, o Espírito deve sofrer não somente pelo mal que fez como pelo bem que deixou de fazer na vida terrestre."

Allan Kardec

 

:-:-:-:-:-:

 

"Tenhamos em mente que não somos o que os  outros pensam e, muitas vezes, nem mesmo o que pensamos ser. Mas somos, verdadeiramente, o que sentimos. Aliás, os sentimentos revelam nosso desempenho no passado, nossa atuação no presente e  nossa potencialidade no futuro."

Hammed