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Caro?

Desde há muito tempo me faço essa pergunta para as coisas mais rotineiras da vida. Parece uma pergunta simples que, entretanto, pode nos levar a conclusões sobre como levamos nossa vida.... vou explicar.

Desde há muito tempo me faço essa pergunta para as coisas mais rotineiras da vida. Parece uma pergunta simples que, entretanto, pode nos levar a conclusões sobre como levamos nossa vida.... vou explicar.

A desigualdade social é um assunto bastante comentado atualmente. Muito se discute sobre o rico e o pobre, sobre a necessidade e o supérfluo.

O modo capitalista como vivemos acaba por favorecer apenas alguns. A grande maioria da humanidade possui muito menos qualidade de vida do que os poucos ricos.

Aqui mesmo no Brasil, é muito nítida essa diferença. Em quanto alguns ganham um salário de R$800 mensais e devem sustentar uma família de 4 pessoas, outros ganham um salário de R$50.000, R$100.000, R$1.000.000 por mês e usufruem de uma vida de supérfluos: casa na praia, viagens internacionais, carros importados, casas gigantescas e muito mais.

Hoje fico impressionado em saber que pessoas acham "normal" gastar R$200 em um almoço. Me sinto um ET as vezes. Como pode existir pessoas que morrem de fome e outras que gastam R$5.000 em uma garrafa de vinho?

Me parece que é mais simples, fácil e comodo fechar os olhos para os problemas da sociedade do que refletir sobre o que gastamos para o "nosso bem estar".

Nivelamento

O primeiro passo para o mundo ser mais justo, ou de outra forma, diminuir a desigualdade social é existir uma média comum do que as pessoas acham "caro".

Um rico que tem muito dinheiro não acha caro comprar uma Ferrari. E o pobre acha um absurdo gastar R$20 num almoço.

Alguém que faz viagens internacionais a cada 4 meses considera o iPod um acessório indispensável, outro que não tem dinheiro para fazer um tratamento das 10 caries que o incomodam todo dia considera que é um privilégio conhecer uma praia.

Se as pessoas não encontrarem uma noção do "caro" comum, é praticamente impossível fazer com que os detentores do dinheiro se preocuparem com os que não tem.

A noção do caro cria uma melhor noção do supérfluo e, se existe o supérfluo, é mais obvia a noção da

caridade.

Um mundo melhor

Se, num momento bom de sua carreira, um trabalhador começa a ganhar bastante dinheiro e este possui uma noção adequada do que é caro e o que não é, este irá direcionar o seu supérfluo para aqueles que não possuem nem o básico.

Desse modo todas as pessoas e todas as empresas iriam, de forma automática, se auto ajudar, pois quem é que gosta de viver num mundo com assaltos, roubos, insegurança e desigualdade social?

Uma comunidade baseada em um senso comum de ajuda mútua me vem como um sonho, mas também como uma realidade. Se conseguíssemos diminuir nosso orgulho, em pouquíssimo tempo estaríamos vivendo em um paraíso :-) .

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Passagens

"Tudo o que somos é resultado daquilo que pensamos."

Buda

:-:-:-:-:-:

 

"Se toda imperfeição é fonte de sofrimento, o Espírito deve sofrer não somente pelo mal que fez como pelo bem que deixou de fazer na vida terrestre."

Allan Kardec

 

:-:-:-:-:-:

 

"Tenhamos em mente que não somos o que os  outros pensam e, muitas vezes, nem mesmo o que pensamos ser. Mas somos, verdadeiramente, o que sentimos. Aliás, os sentimentos revelam nosso desempenho no passado, nossa atuação no presente e  nossa potencialidade no futuro."

Hammed