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Riqueza

Me esforço para que meu coração não endureça... Os hábitos da classe media e alta confundem a responsabilidade da riqueza com conforto e mordomia desmedidos. O mundo gira em torno do glamour dos exageros. Muitos abonados se deliciam todos os dias as custas de comprometimentos com a própria consciência.

A vida encarnada nubla a visão do espirito imortal, embaça a visão universal, da grande família cósmica.

Somos todos partes da grande mãe natureza, encarnados ou desencarnados. Negar essa realidade é tentar negar a si mesmo. Estamos todos entrelaçados e os pensamentos e ações individuais se somam no grande resultado desse mundo de provas e expiações.

Nesse contexto, temos sobre a consciência um dever o qual nos compele para a inesquecível lição de nosso irmão:

"Faça aos outros o que gostaria que os outros o fizessem."

Observar sobre todos os pontos de vistas das diferentes classes sociais e econômicas nos esclarece qual o nosso real dever.

Muitas pessoas tem o privilegio financeiro ou intelectual, entretanto o egoísmo ainda bastante arraigado a nossa alma, cria hábitos que fortalecem esse sistema capialista e desumano.

Há um tempo escrevi sobre o que é caro, escrevi sobre a riqueza que esta em nossas mãos e qual o destino que damos a ela. Essa riqueza é nossa, para nosso próprio proveito e de nossos amigos e familiares ou existe alguma responsabilidade a mais perante o próximo.

Por isso me esforço para meu coração e raciocínio não endurecer perante meu dever para com minha consciencia e com o próximo.

Não posso achar normal ou aceitável muitos hábitos dos ricos desse Brasil e mundo. Por exemplo, comprar carros caríssimos apenas pelo gosto do status, ou gastar fortunas em jantares regados com requintes caros para o bel gosto de prazeres momentânes, ou até mesmo usar todo tempo e fortuna para o uso próprio da ociosidade; essas e outras muitas atividades me afiguram crime contra a própria sorte.

Como escrevi outro dia para minha prima: "A porta da perdição é larga, beemmm larga...".

Por tudo isso te pergunto: para que mundo você contribui? Para esse mundo atual, mundo louco de desníveis sociais, econômicos e culturais no qual atrocidades acontecem pela omissão diária de atitudes melhores? Ou você contribui para um mundo humano, honesto e harmonioso?

Deixo aqui um texto muito interessante sobre esse assunto:

A caridade material e a caridade moral

"Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles." Toda a religião, toda a moral se acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem observados nesse mundo, todos seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos. Direi ainda: não mais pobreza, porquanto, do supérfluo da mesa de cada rico, muitos pobres se alimentariam e não mais veríeis, nos quarteirões sombrios onde habitei durante a minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças a quem tudo faltava.

Ricos! pensai nisto um pouco. Auxiliai os infelizes o melhor que puderdes. Dai, para que Deus, um dia, vos retribua o bem que houverdes feito, para que tenhais, ao sairdes do vosso invólucro terreno, um cortejo de Espíritos agradecidos, a receber-vos no limiar de um mundo mais ditoso.

Se pudésseis saber da alegria que experimentei ao encontrar no Além aqueles a quem, na minha última existência, me fora dado servir!...

Amai, portanto, o vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que, repelindo um desgraçado, estareis, quiçá, afastando de vós um irmão, um pai, um amigo vosso de outrora. Se assim for, de que desespero não vos sentireis presa, ao reconhecê-lo no mundo dos Espíritos!

Desejo compreendais bem o que seja a caridade moral, que todos podem praticar, que nada custa, materialmente falando, porém, que é a mais difícil de exercer-se.

A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande mérito há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando fale outro mais tolo do que ele. É um gênero de caridade isso. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de vós, quando na vida espírita, a única real, estão, não raro, muito abaixo, constitui merecimento, não do ponto de vista da humildade, mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao mau proceder de ou trem é caridade moral.

Essa caridade, no entanto, não deve obstar à outra. Tende, porém, cuidado, principalmente em não tratar com desprezo o vosso semelhante. Lembrai-vos de tudo o que já vos tenho dito: Tende presente sempre que, repelindo um pobre, talvez repilais um Espírito que vos foi caro e que, no momento, se encontra em posição inferior à vossa. Encontrei aqui um dos pobres da Terra, a quem, por felicidade, eu pudera auxiliar algumas vezes, e ao qual, a meu turno, tenho agora de implorar auxilio.

Lembrai-vos de que Jesus disse que todos somos irmãos e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus: pensai nos que sofrem e orai. Irmã Rosália. (Paris, 1860.)

O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec - Capítulo 13, Item 9

Ações do documento

Passagens

"Tudo o que somos é resultado daquilo que pensamos."

Buda

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"Se toda imperfeição é fonte de sofrimento, o Espírito deve sofrer não somente pelo mal que fez como pelo bem que deixou de fazer na vida terrestre."

Allan Kardec

 

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"Tenhamos em mente que não somos o que os  outros pensam e, muitas vezes, nem mesmo o que pensamos ser. Mas somos, verdadeiramente, o que sentimos. Aliás, os sentimentos revelam nosso desempenho no passado, nossa atuação no presente e  nossa potencialidade no futuro."

Hammed